sexta-feira, 24 de abril de 2009

Matéria Juliana estágio: Jornal Folha do Centro - ago/ 2008

A lei seca e seus reflexos na Lapa
O ritual de preparação para curtir a noite do Rio nos finais de semana tem agora um novo ingrediente: a discussão de quem do grupo vai ficar somente no suco, na água ou no refrigerante. A Lapa já apresenta seus prós e contras econômicos depois da Lei Seca. Quando chega o final de semana, a Lei Seca é mais lembrada e comentada do que qualquer outra coisa. Quem gosta de beber, mas precisa se deslocar de carro, vai ter de usar a imaginação para fazer o que gosta sem ser prejudicado e sem prejudicar os outros.
Desde que começou a vigorar em 20 de junho, a Lei Seca vem mudando os hábitos, não só dos cariocas, mas de todos os brasileiros.As conseqüências para quem for flagrado pelo bafômetro são bem sérias: dois decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido acarretam multa de R$ 957,70 e suspensão da habilitação. Caso a constatação seja de seis decigramas ou 0,3 miligramas por litro de ar expelido (o que equivale a dois chopes), o motorista terá que responder criminalmente e pode pegar de seis meses a três anos de prisão, podendo pagar fiança. Segundo dados do Instituto Médico Legal (IML), houve uma queda no número de mortes por acidente de trânsito. Os hospitais também estão recebendo menos feridos, vítimas de acidentes de carro, principalmente nos finais de semana. Apesar das boas notícias, muitas pessoas que trabalham no comércio foram afetadas, principalmente os donos de bares e restaurantes.
O Folha do Centro conversou com George E. Moraes, gerente de relacionamentos de uma das casas mais badaladas da Lapa, para saber como estava o movimento. “Houve sim uma pequena queda no movimento, mas estamos revertendo isso entrando em contato com pessoas que fazem transporte particular para pequenos grupos e também taxistas, para levarem nossos clientes até suas casas em segurança”, explica.Os estacionamentos, que são muitos na Lapa, tiveram uma queda brusca. Um dos funcionários, que não quis se identificar, disse que o movimento caiu pela metade. “Antes da lei, mesmo nos finais de semana sem shows, os estacionamentos ficavam lotados. Agora não é mais assim”,lamenta. Infelizmente quando ocorrem mudanças, uns perdem e outros ganham. Nesse caso, além das pessoas que vão ter suas vidas poupadas, os taxistas estão rindo à toa! O taxista Daniel Souza conta que a procura por eles aumentou bastante. “Agora as filas de carros não ficam mais paradas por muito tempo, como antes, tem sempre movimento”, diz, ao mesmo tempo em que é solicitado por um grupo de pessoas.



O casal Bruno e Moara Melo (foto) não deixou de prestigiar o amigo Rafael Modesto, que comemorava o aniversário em uma casa de show na Lapa. Moara só ficou na água e no suco. “Da próxima vez, o Bruno é quem vai se sacrificar um pouco para que possamos voltar para casa sem problemas”, explica. A tolerância das autoridades é zero. Mas isso não quer dizer que as pessoas não possam mais se divertir. Como vimos acima, o revezamento nas “baladas” é uma ótima opção para ninguém sair perdendo. Se for dirigir, não beba!

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